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Leitura dos Resultados por Ecocardigrama Embora não seja o método mais avançado e objetivo, o diagnóstico pelo método do Ecocardiograma não é obsoleto, pois atualmente ele tem sido bastante útil, auxiliando de maneira simples e gradual no tratamento preventivo de Maine Coons portadores de HCM. A doença não tem cura, mas o tratamento preventivo com Ecocardiograma tem salvado vidas, prolongando tempo de vida de gatos portadores, e no momento tem sido considerado como uma forma de cura, embora não-definitiva. Dependendo do estágio de avanço do quadro, o tratamento preventivo com auxílido do Ecocardiograma pode ser administrado sem o uso massivo de remédios, quando realizado regularmente. Antes do novo método de identificação da HCM por DNA, o primeiro teste HCM por Ecocardiograma era praticado em cada reprodutor por volta do primeiro ano de idade, e era aconselhado que os reprodutores fossem avaliados ANTES de serem utilizados na reprodução. Em seguida, recomendava-se um teste anual até aos 3 anos de idade. No final, recomendava-se aos criadores da raça a realização de um último Check Up aos 5 anos de idade. Relativamente aos Maine Coons que foram muito utilizados na reprodução, que tenham parentes próximos afetados pelo HCM ou que tiveram um resultado equívocado, era prudente recomendar fazer um exame extra mais tarde, aos 7 ou 8 anos. Tratava-se antes de uma recomendação geral, que deveria ser adaptada a cada caso particular (por exemplo, podia-se aumentar a frequência dos testes para os exemplares que eram mais sujeitos a riscos). Um resultado classificado como "equívoco" significava ser alguma coisa de anormal observada a nível do coração durante um ecocardiograma, mas que até ao momento do teste não existiam indicações concretas que permitam qualificar a anomalia como sendo a HCM, ou até poderia ser uma suspeita de que esta anomalia vinha se desenvolvendo como sendo a HCM ou não... Antes do método por DNA, isto não significava de maneira sistemática que o gato desenvolveria a HCM! Equívoco significava equívoco. A anomalia poderia ser causa de outras razões como um problema de tensão, um problema renal, ou outro qualquer, por exemplo. O gato poderia também apresentar uma variação natural em relação aos valores normais, por exemplo músculos papilares mais espessos que a média. Na época, s ó os exames seguintes diziam se o quadro tratava-se de HCM ou não. Antes da precisa informação que atualmente é extraída diretamente do DNA dos Maine Coons, estas eram algumas recomendações em casos de diagnósticos suspeitos ou equivocados que utilizavam o Ecocardiograma como única forma combate ao HCM: Exames equivocados quando o gato tem menos de 2 anos: Não utilizavam este gato na reprodução. Faziam um novo exame quando o gato tivesse mais de 2 anos. Exames equivocados quando o gato tinha entre 2 a 3 anos: Se o gato tinha 2-3 anos quando os resultados se tornam equívocos, utilizava-se o gato para reprodução somente se fosse absolutamente necessário (criações profissionais), e se o gato não tivesse sido ainda utilizado para esse fim. Neste caso, o parceiro devia ter o coração normal e não ter nenhum parente próximo com a HCM. Nenhum dos gatinhos desta ninhada deveriam ser utilizados como reprodutores nem sequer provisoriamente. Poderiam sê-los se o parente equívoco ao fazer outro teste aos 3 anos apresentasse diagnóstico negativo ou se mantivesse como equívoco. Exame equívoco quando o gato tinha mais de 3 anos: Se o gato fosse diagnosticado em equívoco da HCM com mais de 3 anos, (e se os testes eram sempre negativos até a data), ele até poderia reproduzir, mas somente com um Maine Coon que tivesse um coração saudável e que não tivesse nenhum parente próximo afetado pela HCM. Estas tem sido as recomendações e os procedimentos de exames com ecocardiograma na luta contra HCM antes do revolucionário método de identificação de gatos com cardiomiopatia por DNA. Vejamos a seguir como é feita a leitura dos resultados de exames contra HCM pelo novo método de DNA. Leitura dos Resultados pelo Método DNA O laboratório Centro de Genomas em parceria com Mapache Maine Coons realizaram os testes iniciais nos primeiros Maine Coons em território nacional, reproduzindo a técnica para que hoje fosse possível realizar este revolucionário exame no Maine Coon brasileiro. Consultados pela nossa equipe antes da publicação deste artigo, com o intuito de melhor informar aos proprietários de gatos da raça Maine Coon de como devem proceder na identificação para erradicação da HCM em nossa raça, constatamos que existem 2 tipos de portadores de HCM dos quais devemos ter uma atenção especial quanto a leitura dos resultados pelo revolucionário método de identificação por DNA. São eles os portadores de HCM Positivos Homozigotos e os Positivos Heterozigotos. A gerente geral Fernanda Barcellos do Centro de Genomas, laboratório pioneiro do novo método aqui no Brasil, explica ao Maine Coon Fan Club sobre os resultados: "Positivos homozigoto e heterozigoto se referem a quantas cópias do gene mutante o animal tem. Se for positivo homozigoto o animal tem as duas cópias do gene mutante, e sempre passará um gene mutante para os filhotes. Se o animal for positivo heterozigoto, uma das cópias do gene é mutante e a outra cópia é normal. O animal positivo heterozigoto pode passar uma cópia do gene mutante ou uma cópia do gene normal, com chance de 50%. Se um animal positivo heterozigoto for cruzado com um animal negativo, há 50% de chance de cada filhote ser negativo, e 50% de chance de cada filhote ser positivo heterozigoto. Não haverá nesse caso positivos homozigotos. Se, no entanto, um animal positivo homozigoto for cruzado com um animal negativo, todos os filhotes serão positivos heterozigotos, pois todos terão recebido uma cópia do gene mutante e uma cópia do gene normal. Se houver o cruzamento de dois animais positivos heterozigotos, as chances são de 50% para o nascimento de filhotes positivos heterozigotos, 25% para o nascimento de filhotes positivos homozigotos, e 25% para o nascimento de filhotes negativos. De um casal de animais negativos só poderão nascer filhotes negativos. De um casal de animais positivos homozigotos só poderão nascer filhotes positivos homozigotos". O novo método de identificação de HCM por DNA é revolucionário no sentido de apontar prováveis portadores antes que atinjam idade reprodutiva, diferentemente do Ecocardiograma periódico, porém é polêmico porque passa a detectar também novos gatos portadores de HCM que tem apresentando até o momento quadro negativo para a doença no antigo método feito por Ecocardiograma. "É verdade que o tema é polêmico, ainda mais que o meio envolvendo animal de pequeno porte no Brasil pouco se utiliza da biologia molecular para diagnóstico ou análises. Em relação a essa mutação é muito importante considerar que o resultado negativo não garante que o animal não vá desenvolver a cardiomiopatia, visto essa doença poder ser provocada pela alteração de vários genes que não só o identificado até o momento. Um resultado positivo também não garante que o animal está condenado à morte precoce, pois ele pode desenvolver uma forma branda da doença . No entanto, é fato que podemos usar o diagnóstico para remoção do gene aos poucos, preservando o pool genético da raça. À medida que os animais portadores puderem ser substituídos por irmãos ou filhotes saudáveis, eles podem ser retirados de produção. Essa medida causa um impacto menor do que retirar os animais imediatamente, eliminando também uma série de caracterísitcas que podem ser de grande valia (sem falar do aspecto emocional, pela ligação criador/animal)", comenta Fernanda Barcellos. |